Água de Colônia

Nas duas vezes que estive em Colônia eu fui em um museu do perfume. Na primeira vez foi decepcionante, e hoje entendo o porque! Na primeira vez fui no Museu da cópia da verdadeira Água de Colônia. É, é isso mesmo, cuidado para não ir no Museu errado. O verdadeiro Museu do Perfume é o que fica em frente à praça Jülichs-Platz.

Para você entender melhor do que eu estou falando vou contar um pouco da história do perfume.

A casa que hoje é usada como o Museu do Perfume, era onde desde 1709, se fabricava a água-de-colônia (eau de cologne). A água-de-colônia original, da firma Farina, foi criada pelo italiano Johann Maria Farina, no início do século 18. Este novo aroma era bastante inovador, pois se tratava de uma fragrância muito fresca, muito diferente dos aromas fortes usados na época. Foi graças a este aroma que a cidade de Colônia foi reconhecida, entre os séculos 18 e 19, como “Cidade da Fragrância”.

A princípio, os frascos de água de colônia eram um artigo de luxo tão caro que não passavam de um sonho de consumo dos proletários. Por isso era conhecida como o “cheiro dos ricos”. Mozart, Beethoven, Napoleão Bonaparte foram alguns dos clientes mais famosos da perfumaria Farina. Eles dizem no Museu que até o poeta Goethe se inspirava com pedaços de pano contendo o perfume. Eles disseram também que Napoleão usava pelo menos 1 frasco de água de colônia por dia.

Outras fábricas estabeleceram-se com o tempo, como é o caso da colônia 4711 (a concorrente mais conhecida), instalada quase cem anos mais tarde, em 1804, por um comerciante alemão chamado Wilhelm Mülhens. Foi contado no museu que por causa do sucesso de Farina, esse comerciante tentou usar o nome de Farina diversas vezes, ele chegou até a comprar o nome de um Farina, que não tinha nenhum parentesco com os descendentes da família de Johann, essa pessoa chegou a vender seu nome para dezenas de outros perfumistas.

Mülhens abriu seu estabelecimento na rua Glockengasse, em Colônia, e passou a usar também o nome “Farina”. Mas as cortes na Alemanha já eram rígidas naquela época e obrigaram os Mülhens a buscar outro nome para a marca. O nome escolhido, 4711, era o número da casa onde ficavam.

O 4711 tem uma fórmula química diferente da fórmula de Farina, nós tivemos a oportunidade de comparar as fragrâncias no museu e foi ai que percebi a enorme diferença que tem uma da outra.

Além de entender melhor a historia de Farina, no museu você conhece os métodos de produção da Água de Colônia, conhecer os aromas utilizados na fabricação, fotos e documentos sobre produção do perfume ao longo da história, e também as falsificações e plagiados que fizeram da verdadeira Água de Colônia, antes de que existese um direito de marcas….

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Sobre fabianaduquefotografia

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Uma resposta para Água de Colônia

  1. Tila disse:

    Adorei a história do perfume. Confesso, pensei que so existia o 4711!

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